Os benefícios da meditação para o bem-estar e a saúde são pesquisados desde os anos 1970. De lá para cá, vários estudos comprovaram que transformar a meditação em um hábito regular, sem a necessidade de vínculo com nenhuma religião, ajuda a aliviar o desconforto e melhorar a qualidade de vida de pacientes com dor crônica, insônia, câncer e depressão, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica e infecção respiratória aguda. Ela aumenta o QI, a tolerância à dor e ajuda na Perda de Peso. Além de reforçar a imunidade, reduzir o nível dos hormônios do stress, a pressão arterial e o risco de doenças do coração.

Quem medita tem as defesas do organismo ampliadas e consegue lidar melhor com o estresse, concluiu um estudo realizado na Universidade da Califórnia, EUA. Isso acontece porque durante a prática da meditação a enzima telomerase (ligada ao sistema imunológico) tem sua ação intensificada. Entretanto, o responsável pelo estudo, Clifford Saron, alerta que a meditação sozinha não resolve. A prática é apenas um dos mecanismos usados pelo corpo para aumentar o bem-estar do indivíduo. E é esse estado que age diretamente sobre a atividade da telomerase nas células do sistema imunológico, que são as reais responsáveis por promover a longevidade nas células. Para chegar a essa conclusão, foram analisados 60 pessoas durante três meses. Trinta delas praticaram a meditação e as outras trinta, não. As taxas da telomerase se mostraram cerca de 30% mais elevadas naquelas que meditavam. Foram esses pacientes que apresentaram, ainda, um aumento na capacidade psíquica, como melhora na percepção de controle e atenção, além de diminuição da neurose ou de emoções negativas.

Dr. Vicente Gomes – Excelência em Psiquiatria.

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